Quatro Dcadas na TV
Por Trs das Cmeras
por Orestes Lucio Jardim Polverelli
Capitulo VI
Os Finalmentes
Para finalizar, quero pedir desculpas s pessoas com quem trabalhei e deixei de mencionar nesse bate papo. Foram muitos e muitas que colaboraram ou participaram comigo nesta jornada.
Nos meus 50 anos de radio, televiso, computadores e eletrnica em
geral, eu passei por:
Vlvulas Termo-inicas.
Transistores de germnio.
Transistores de silcio
Outros tipos de transistores
Circuitos integrados de baixa densidade
Circuitos integrados de alta densidade de compactao, LSI (Large Scale Integration)
Cmeras e vdeo tapes (VTs) analgicos com
ajuste dedicado, ou seja, ajustes mo.
Cmeras e VTs com inteligncia distribuda,
ou seja os ajustes passaram a ser micro processados.
Computadores grandes com memria de carto perfurado
Computadores grandes com Discos Rigidos
grandes e terminais de vdeo distribudos.
Micro computadores de 8 bits
Microcomputadores de 16 bits
Microcomputadores de 32 bits
Hoje com os processos digitais de compresso de dados estamos vendo
coisas que eram consideradas impossveis diante das teorias analgicas. Era impensvel uma linha telefnica
transmitir 500 kbits por segundo mesmo pequenas
distncias. O DVD que usa sistema de compresso MPEG e consegue colocar em um
disco de menos de 5 polegadas 2 horas de filme. E a TV digital que esta sendo
implantada ao redor do mundo e que em breve devera estar no Brasil. Com a TV digital
o espetro de radio frequncia ser melhor utilizado. Onde hoje temos 1 canal
vamos transmitir 3 ou 4. Acredito
que no futuro teremos a TV digital, celular e interativa sem fio.
Aqui esto algumas imagens
ilustrativas (a maioria pode ser encontrada na internet).

A vlvula
Iconoscope esquerda usada nos antigos Telecines.
A vlvula Image Ortichon
usada nas cmeras
Do lado esquerdo, uma vlvula termoinica
um pouco menor que um copo, usada em rdios e tvs dos
anos 50/60. Os transmissores usavam
vlvulas semelhantes e maiores e at algumas refrigeradas gua destilada
. A gua destilada um mal
condutor de eletricidade. As placas do 3, 4 e 5 estgios do transmissor de
vdeo GE da Tupi eram refrigerados gua destilada.

Do lado direito vemos uma vlvula klystron
usada nos transmissores de microondas.
Hoje em dia usa-se semi-condutores para gerar
as frequncias de microondas


Do lado esquerdo dois
transistores.
A direita um circuito integrado com muitos transistores.


Do lado esquerdo v-se um circuito de larga escala de integrao
contendo centenas e at milhares de
transistores. (LSI) Large Scale Integration
Do lado direito um microprocessador Pentium 4

Ao lado um CCD (Charge Copple
Device) o
olho das cameras atuais. As cameras
proficionais usa 3 CCDs, um
para a cor verde outro para vermelho e o outro para o azul. As imagens so combinas atravez de um prisma ou de espelhos e filtros de cor para
cada CCD.
Daqui para diante vou bagunar um pouco e ate ser repetitivo e no mais
cronolgico, para contar fatos e acontecimentos que achei interessante, nessas
4 dcadas ou mais.
Na GE trabalhava-se de 8hrs da manha at as 12hrs e ai serviam um
almoo para os funcionrios. A 1
hora da tarde alguns tcnicos saiam para trabalhar no atendimento nas casas dos
clientes. Na primeira vez que sa para o atendimento na rua, eu desci do nibus
na Central do Brasil para comprar um guia de ruas chamado Guia Rex. Levava esse
guia o tempo todo na minha maleta de ferramentas. Como eu mencionei
anteriormente, eu atendia desde a zona oeste do Rio at a zona sul, de nibus,
e conseguia atender de 1 da tarde at as 8hrs da noite de 5 a 6 casos de
manuteno de TV. Os funcionrios que tinham uma viatura disponvel atendiam
tambm de 5 a 6 casos por dia. Um dos funcionrios perdeu a viatura para mim e
ento eu passei a atender at 8 casos e acabar o atendimento mais cedo, as 7hrs
da noite!
Eu estava com a cotao to alta na GE, que como eu trabalhava com o meu
tio Mario Lago ento diretor do Instituto de Aposentadoria dos Funcionrios do
Municpio no horrio das 7 as 12, a
GE ofereceu para me pegar com o carro a 13hrs no Instituto para o atendimento
de rua. Eu no quis, mas acredito
que no foi um bom negcio.
A TV Rio comprava equipamentos usados nos EUA para reformar e usar ou
para desmontar e usar as peas como reposio ou construir outros equipamentos.
Algumas das microondas da TV Rio eram construdas com essas peas. As cmeras
Dumont so um exemplo de equipamentos usados e reformados. Jack viajava aos EUA para caar este
material. Algumas peas eram novas mas a maioria eram usadas.
Depois de uns trs meses na TV Rio eu j tinha montado e colocado para
funcionar a mesa de corte Philco, e o filho do dono, Amaral filho me chamou
para mostrar ao pai a mesa em funcionamento. Na sala de corte estava eu sentado
para demostrar e a o pai falou, depois de tanto tempo, que vantagem e o filho
disse mas o Orestes esta aqui s a trs meses. O pai foi embora, o filho pediu
desculpas.
O Festival Internacional de Cano que se realizou no Maracanzinho em
1969, foi gravado por uma produtora
contratada pela Globo em filme
colorido em 4 maquinas de 16 mm que eram disparadas remotamente e
atravs de prisma uma cmera vidicon permitia o
monitoramento do diretor para ligar as filmadoras. Duas maquinas estavam filmando e duas
estavam paradas. Para o transmisso usvamos as cmeras de vdeo convencionais
da Globo. O udio foi gravado por ns em um udio-tape de 4 canais. Para tanto,
dividamos em quatro mesas de udio de 6 canais, os naipes, cordas , metais,
baixo e vozes. Os 24 canais eram mixados em outra mesa de udio para ir ao ar.
Nesta outra mesa estavam os microfones dos apresentadores e tambm usada para
as entrevistas. Em vista do nmero reduzido de canais tnhamos que paralelar muitos microfones.
J no festival de 1970, a Fernseh trouxe o
equipamento de TV a cores para a transmisso que estava sendo realizada
simultaneamente para vrios pases. No udio usamos 4 mesas de 12 canais, o que
reduziu muito os microfones paralelos.
Os equipamentos usados foram uma prvia para escolha futura das cmeras
e perifricos.
Em 71, eu e Adilson fomos a Darmstadt na fabrica da Fernseh
para determinar as quantidades de equipamentos e cabos diversos. Darmstadt era
uma cidade no interior da Alemanha a 80 km de Frankfurt e como ns estvamos
voando do Rio para Paris numa sexta feira, convenci o Adilson de interrompermos
a viagem. Na segunda feira voamos
para Frankfurt e de l tomamos um trem para Darmstadt. Chegamos a tarde e
pedimos a um chofer de taxi que nos levasse at um bom hotel. Ele nos levou apesar de dizer que poderamos
ir a p se quisssemos. Uma vez instalados fomos a p at a fbrica da Fernseh e l chegando eles ficaram surpresos, pois tinham
nos esperado no sbado em Frankfurt. Era vero e as fabricas fechavam cedo para
as pessoas irem as compras. Como
usavam horrio de vero o sol s se escondia as 9 da noite.
No hotel tinha uma garonete que s falava alemo. Ento no jantar eu
apontei para o cardpio para tag soup. No dia seguinte no jantar eu apontei
outra vez para tag soup. Ai
ela chamou outra pessoa para me informar em ingls que o prato era a sopa do
dia, diferente da anterior. As oito da noite fechava tudo e s o restaurante
ficava aberto at altas horas.
Em Berlin eu sofri com a alimentao. Quase todos os dias eu almocei e jantei hamburger com ovos. Na Sender
Frei Berlin eles tinham um almoo subsidiado, menos da metade do valor que eu
pagava pelos bolos de carne. Todos
os dias eu passava antes no restaurante da emissora e resolvia ir ao
restaurante externo. Um dia eu vi
uma carne assada com molho ferrugem com batata saut
e resolvi experimentar. O molho era
acar queimado e gelado e a sobremesa no tinha nenhum tipo de adoante.
Fiquei com fome.
No evento de inaugurao da ponte Rio Niteri aconteceram fatos
pitorescos. A ponte seria
inaugurada numa Segunda feira. Eu
liguei insistentemente para a Agencia Nacional que se encarregava dos eventos governamentais
perguntando se iramos transmitir a inaugurao. Somente as 18hrs eles
solicitaram a cobertura. Isso era um grande problema, pois na poca em uma
sexta todos iam embora cedo e s estvamos eu e a secretaria Dilva Hage. Ela
separou as poucas fotos que tnhamos do pessoal, fez a relao com os dados e
eu levei no sbado ao Palcio das Laranjeiras bem cedo para obter o
credenciamento. Ainda no sbado eu
consegui falar com Argemiro e ele foi buscar alguns funcionrios para compor a
equipe. A maioria das credenciais no tinha nada a ver com o funcionrio que a
estava portando os crachs pois na realidade foram escalados aqueles que
conseguimos encontrar num sbado a tarde.
A Agencia Nacional indicou um locutor esportivo que costumava trabalhar
para eles, Osvaldo Cozi. Telefonei para a casa dele mas ele s chegaria no domingo
a noite de Recife. A noite, encontrei Cozi no apartamento dele e entreguei um
crach. Ele disse, mas muito
diferente, at o nome. Falei ento
para ele pegar uma barca para Niteri e simplesmente com o crach no peito ir
at o pedgio. Na madrugada de segunda fiquei eu no caju num barraco da
construtora pedindo a Brasila pelo telefone, que
liberassem a nossa entrada. Consegui as 5hs da manh. No domingo fomos a ponte
para saber dos detalhes do evento.
Ainda no domingo consegui duas microondas da Globo para a transmisso
pois a TVE s tinha a microonda da Agencia Nacional que seria usada para a
transmisso em movimento. Depois de tudo isto a transmisso deu certo.
Inacreditvel!
No palco da TV Rio em um certo trecho os microfones captavam um
zumbido. Comecei a fazer um teste numa tarde com dois funcionrios do udio,
Mario e Humberto, que estavam na cabine que ficava no alto com um pequeno visor
para o auditrio. Enquanto eu
andava no palco e falava pedi pelo microfone que eles colocassem o som para eu
ouvir. Eu dizia, estou indo, voltando e de repente passou pela minha cabea que
esse som podia estar indo para o ar. Ai eu falei, v l se vocs esto ficando
enrolados. Naquele instante estava passando um filme de serie com astronautas
na lua. No dia seguinte saiu no
Ouvinte Desconhecido no O Globo; os astronautas enrolados na lua.
Ainda na TV Rio, Roni Ramos que fazia os comerciais ao vivo do
intervalo, combinou comigo de ajustar uma cmera para um ficar parecida com o
desmoronamento que ocorria na serie dos astronautas. Um balde de areia escura daria
continuidade a cena e depois ele abriria para o comercial. S que ele se empolgou, e nada de parar
com o desmoronamento. Eu gritei
pelo fone, corta Roni. No dia
seguinte levamos uma chamada da diretoria.
No carnaval de 1980 Fernando Pamplona inventou uma cobertura que ele
chamou de Carnaval de 1980, 80 horas no ar. E assim foi que entramos com a programao
de carnaval no canal 2 no sbado a tarde e ficamos at quarta feira de cinzas
sem parar transmitindo eventos carnavalescos o tempo todo. Alm de transmitirmos as Escolas de Samba,
recebemos cobertura de vrios estados, Bahia, Paran, Santa Catarina e Pernambuco,
entre outros. Foram produzidos
muitos clips e entrevistas e ainda fazamos cobertura jornalstica de outros eventos
carnavalescos No Sambdromo,
que na poca as arquibancadas eram montados todos os anos, instalamos duas
microondas ligadas diretamente com nossos estdios na Ave Gomes Freire. Estando as duas microondas sem
problemas, uma delas mandava vdeo de uma cmera com imagens prprias para
fazermos slow motion. Durante
a transmisso das escolas de samba, em um certo momento ouvi Pamplona dizer que
em um certo close, com captao de udio de um microfone de mo, que estavam
atravessando o compasso. Eu corri
para avisar tanto ao operador de udio como ao Pamplona que o que estava acontecendo
que a bateria estava sendo captada por um microfone prximo a ela e que
estava a uns 200 metros do outro microfone, e o operador de udio estava
mixando os dois sons para se ouvir a bateria. O que ocorre que o udio dos
microfones viaja prximo a velocidade da luz e o som a 340 metros por
segundo. Da o atraso e a impresso
que as pessoas estavam cantando fora do compasso.
A TVE participou de muitos eventos internacionais. Um deles para a TV
5, um canal de lngua francesa. Esse
evento foi transmitido do Aterro do Flamengo. A indicao da TVE foi feita pela TV
Globo que nos emprestou trs pares de microondas para fechar o Aterro do
Flamengo com os estdios da TVE. O evento era complicado e exigiu que
alugssemos, mesa de udio, gerador blimpado, um
container para montarmos a mesa de udio, amplificadores, fax e sistema de
comunicao. Do evento
participavam crianas que falavam francs em muitos pases do mundo. Elas
contracenavam com os apresentadores em Paris e tambm cantavam juntas. O som era mixado em Londres em uma firma
especializada neste tipo de evento. Eles corrigiam os tempos de trnsito dos vrios
sinais de tal forma que parecia que todos estavam juntos. Eles colocavam 16 sinais
diferentes na tela simultneos e o udio mixado. De outra feita, com esta mesma
firma, transmitimos crianas cantando na igreja da Penha. Outra vez foram 16
imagens simultneas e udio mixado.
Uma das ltimas vezes foi no Maracan para um canal da Frana. Estas
transmisses no foram feitas para o canal 2, e sim circuitos fechados para as
emissoras estrangeiras.
Transmitimos tambm a visita do Papa num pool de emissoras do Rio e
coube a TVE a cobertura no morro do Corcovado, no Cristo Redentor.
Durante muito tempo transmitamos para a Globo futebol do Maracan. A
Globo cobria a com cmeras atrs do gol.
No final dos anos 70, montamos um curso para tcnicos e operadores com
professores da PUC, e outros profissionais sob o coordenao de Carlos
Capelo. Tivemos que fazer uma
prova de seleo pois a fila de inscritos dobrava quarteiro. O curso foi um sucesso mas quem contratou os primeiros colocados das
varias reas foi a TV Globo.
Um pouco sobre a montagem dos transmissores do Canal 2 na dcada de 70.
Quase todos os dias, durante a montagem dos equipamentos Thomson eu subia para
o Sumar e acabei fazendo amizade com um francs, Pierre Duni,
que falava castelhano, e montava equipamentos Thomson pelo mundo afora. Ele me
ajudou no relacionamento com os muitos franceses que fizeram a montagem dos
vrios equipamentos. Ele participou dos testes para a entrega dos sistemas e
atendeu a todas as reclamaes que eu fiz. A Matriz de udio e vdeo tinha
linhas de atraso para manter os tempo de trnsito dos sinais. Ou seja, para manter todos os sinais primrios
em fase. Isso era necessrio pois, VTs, telecines e
outros equipamentos eram usados para mixagem com os equipamentos instalados nos
3 estdios. Os VTs,
Telecine e caracteres eram centralizados no Mestre. Os tempos de trnsito tinham
que estar aproximadamente a alguns bilionsimos de segundo, ou seja a alguns
nano-segundos.
A rea tcnica da TV compunha-se da Administrao Tcnica, onde se
situavam os engenheiros e pessoal de apoio administrativo, a rea de Manuteno
de TV onde os tcnicos especializados em varias modalidades trabalhavam, e a rea
de Operao Tcnica.
Na operao de Estdio temos os Cmeras, operadores mais conhecidos dos
telespectadores pois aparecem furtivamente em muitos programas, o Auxiliar de
Cmera, o Iluminador, o Auxiliar de Iluminao, o Coordenador, o Diretor de
Imagens, o Operador de udio, o Operador de Microfone, o Operador de Vdeo, o
Operador de Gerador de Caracteres e o Operador de VT.
Aos Cmeras cabe ajudar ao tcnico a ajustar as cmeras, enquadrar as
imagens de acordo com o pedido do Diretor de Imagens e focar ou at desfocar
quando desejado pelo Diretor de Produo.
O Auxiliar de Cmera ajuda a montar e desmontar as cmeras e durante o
programa ajustar os cabos para liberar o movimento das cmeras. Tambm ajuda a
colocar na posio monitores e outros equipamentos.
O Iluminador projeta e ajusta a iluminao das cenas, com o posicionamento
de Spots e outras luminrias, construindo efeitos de iluminao ajudado pelos seus
Auxiliares. No teto do Estdio 3 da
TVE dois auxiliares ficam encima para montar os spots nos telescpios, conforme
pedido do Iluminador.
A funo do Coordenador colocar os protagonistas em seus lugares e
recebendo instrues do Diretor de Produo para manter as coisas nos seus
devidos lugares. Quase sempre da o comando, gravando.
O Diretor de Imagens comanda os cmeras por meio de fones e faz o corte
e efeitos de imagem conforme orientao do Diretor de Produo.


Ao Operador de Som cabe a distribuio dos microfones e ajuste do nvel
de udio com auxilio de monitores e medidores. Os Operadores de Microfone,
ajudam na instalao de cabos e microfones e tambm operando Boons e microfones shotgun.

Operador
de Vdeo, ajuda ao tcnico no ajuste das cmeras, e tem a funo de balancear
as diversas cmeras com a ajuda de monitores de vdeo, forma de ondas e vector scoop, mantendo as cores e igualando a qualidade das
diversas cmeras.
O Operador de Caracteres, digita e formata os texto usando funes para
rolar e sobrepor de acordo com o roteiro.
O Operador de VT, ajusta a mquina para gravao e faz edies
eletrnicas quando necessrio para dar continuidade as cenas.
As equipes tcnicas de estdio e externa so muito parecidas e variam
quase sempre de 12 a 15 operadores. Na TVE houve pocas de termos mais de 10
equipes de operao de estdio, externa. Dependendo do estdio e do programa
usava-mos 3 ou 4 cmeras.
Temos a rea de Controle Mestre com Operadores de Controle Mestre que
comanda a reproduo dos intervalos das transmisses, Operadores de VT para
posicionar a reproduo de imagens ou gravar eventos internos e externos, fazer
cpias de programas e
Operadores do Controle Mestre Tcnico que, entre outras coisas,
direciona as imagens e sons para as diversas reas internas e externas.
Cmera Porttil uma rea muito utilizada pelo jornalismo mas tambm
pela produo de programas diversos. Nas gravaes de jornalismo so escalados
quase sempre um cmera e dois auxiliares. Para gravaes de programa as equipes
variam muito.
O Almoxarifado de Equipamentos distribui os equipamentos como
microfones, cmeras portteis, iluminao e mantm as baterias em carga.
O Sumar que tem uma equipe de cerca de 3 pessoas, um tcnico, um
operador e um auxiliar que ficam escalados por 24hrs. Um deles funciona como cozinheiro.
No passado a TVE tinha operadores de Telecine que operavam projetores
de cinema e slide.
Nesta exposio procurei escapar de muitas explicaes tcnicas, como
por exemplo, temperatura de cor, valores de iluminao, nveis de udio e vdeo,
e muitos outros fatores que afetam a qualidade da imagem e do som. Aqui ficaram apenas algumas curiosidades
que ocorreram nos mais de 40 anos vividos atrs das cmeras.
Voc notou que eu falei muito na TVE, mas isso porque eu comecei a
colaborar em 1969 e s sai em 1999, i.e. cerca de 31 anos. Em nenhum outro emprego eu permaneci por
tanto tempo. Agora em 2005, graas a Tatiana Memoria ainda fao alguma coisa
para televiso na Fundao Darcy Ribeiro.
Nestes muitos anos, sempre procurei aprender a consertar e operar
muitos equipamentos e transferir aquilo que eu aprendi para tcnicos e
operadores E no foi s de
equipamentos de TV. Eu procurei mostrar a muita gente o funcionamento e a
utilizao de microcomputadores e planilhas. E eu fiz isso distraidamente, quase
sempre sem o intuito de ensinar. E quando essas pessoas me agradeciam por eu ter
ensinado qualquer coisa eu ficava espantado, pois na maioria das vezes eu no
percebia que ensinava algo a algum.
Todos ns temos na vida momentos felizes e momentos infelizes, eu aqui
fiquei nos momentos felizes.